
Sempre educado, como mamãe ensinou.
Boa tarde a todos! Domingão bonito e ensolarado esse, não concordam? Não é ótimo poder dormir até mais tarde, curtir aquela praia, aproveitar a “sessão família” nos cinemas no primeiro dia da semana? Pois é, não tive nada disso hoje.
Tive que me deslocar para o bairro do Monte Castelo (a.k.a. OUTRO LADO DA CIDADE) pra ir lá fazer a prova do ENADE. Se você ainda está no Ensino Médio ou está na faculdade só pra ameaçar moças de estupro, provavelmente não sabe o que é essa sigla. Pois bem, o Tio Salva aqui explica.
ENADE for dummies – por Rafael Salvador
O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes parte do pressuposto de que todos nós somos personagens de um jogo de RPG. De acordo com o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) cada um de nós pode ser descrito através de um apanhado de números (Inteligência, Destreza, Força de Vontade, etecétera…), e esses números, juntos, podem formar uma estatística que pode “upar” ou não o nível do curso superior o qual estudamos. O ENADE foi a forma encontrada de se quantificar o lvl (nível) do curso em questão, através de uma prova em parte objetiva, noutra parte subjetiva.
Fin. De volta à nossa programação normal.
Tipo, não é querendo me gabar, mas já o fazendo, puxarei aqui um breve histórico da minha vida acadêmica. Além de cursar todas as disciplinas que precisamos para nos formar eu sou bolsista e monitor de um projeto de extensão do curso de Comunicação Social (a Oficina de Quadrinhos) há uns dois anos. Ajudei a organizar um encontro regional e outro nacional de estudantes de Comunicação Social. Já realizei oficinas e minicursos ensinando o que aprendi a outras pessoas (e pedindo praticamente nada em troca). Não apenas absorvi conhecimento como eu também ajudei a produzi-lo e a disseminá-lo, afinal esse é o propósito de uma Universidade. O meu verdadeiro envolvimento com o curso foi e ainda é feito fora das salas de aula, assim como foi e é o envolvimento de todos os estudantes universitários.
Mas o ENADE leva tudo isso em consideração? Não. Insitem em usar o quantitativo pra determinar o qualitativo (e vocês bem sabem o paradoxo que isso representa).
A qualidade de um estudante, e mesmo de um curso como um todo não podem ser medidos pela pontuação de um vestibulinho dominical. Hoje eu sou o que sou e faço o que faço por causa da UFC, por causa do CEFET (agora IFET) e por causa de todo mundo com quem eu convivi nesse tempo (família, professores, amigos de dentro e de fora da universidade). Esse blog é um resultado disso, bem como minha experiência profissional, minha vida social ou meu modo de me relacionar com tudo e com todos.
E não é uma provinha ridícula como aquela que vai desmentir tudo isso que eu falei acima.
E digo mais: se me perguntassem qual a nota que eu dou pro meu curso, sabe qual seria a minha resposta?
IT’S OVER NINE THOUSAAAAAND!!!
Maldito curso, mal consigo ver seus movimentos! Que conceito poderoso!
Ou coisa que o valha. Até as vistas!
P.s.1: Esse p.s. é só pra dizer que hoje não tem p.s. Grato pela compreensão.
P.s.2: UPDATE – Eu ia publicando o post quando vi isso, via @Weltonluis. Não pude deixar de mostrar-lhes isso.

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