Archive for novembro, 2009

Terceira Amostragem: dia 21, no Mercado dos Pinhões!

novembro 19th, 2009 by Rafael Salvador | 2 Comments | Filed in Anúncios, Eventos

A Amostragem é uma iniciativa da primeira turma de Artes Visuais do CEFETCE (agora IFETCE), que nasceu com a proposta de convidar a todos os estudantes e artistas para mostrar seu trabalho numa exposição independente. Essa exposição livre acontecerá mais uma vez no Mercado dos Pinhões, importante ponto cultural de Fortaleza.

Sintam-se desde já convidados a prestigiarem a nossa exposição!

Amostragem: exposição livre de artes visuais
Sábado, dia 21, a partir das 18h
No Mercado dos Pinhões

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Coelho Inocêncio e a armadilha do ENADE – Parte 2

novembro 8th, 2009 by Rafael Salvador | 5 Comments | Filed in Charges

Sempre educado, como mamãe ensinou.

Boa tarde a todos! Domingão bonito e ensolarado esse, não concordam? Não é ótimo poder dormir até mais tarde, curtir aquela praia, aproveitar a “sessão família” nos cinemas no primeiro dia da semana? Pois é, não tive nada disso hoje.

Tive que me deslocar para o bairro do Monte Castelo (a.k.a. OUTRO LADO DA CIDADE) pra ir lá fazer a prova do ENADE. Se você ainda está no Ensino Médio ou está na faculdade só pra ameaçar moças de estupro, provavelmente não sabe o que é essa sigla. Pois bem, o Tio Salva aqui explica.

ENADE for dummies – por Rafael Salvador

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes parte do pressuposto de que todos nós somos personagens de um jogo de RPG. De acordo com o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) cada um de nós pode ser descrito através de um apanhado de números (Inteligência, Destreza, Força de Vontade, etecétera…), e esses números, juntos, podem formar uma estatística que pode “upar” ou não o nível do curso superior o qual estudamos. O ENADE foi a forma encontrada de se quantificar o lvl (nível) do curso em questão, através de uma prova em parte objetiva, noutra parte subjetiva.

Fin. De volta à nossa programação normal.

Tipo, não é querendo me gabar, mas já o fazendo, puxarei aqui um breve histórico da minha vida acadêmica. Além de cursar todas as disciplinas que precisamos para nos formar eu sou bolsista e monitor de um projeto de extensão do curso de Comunicação Social (a Oficina de Quadrinhos) há uns dois anos. Ajudei a organizar um encontro regional e outro nacional de estudantes de Comunicação Social. Já realizei oficinas e minicursos ensinando o que aprendi a outras pessoas (e pedindo praticamente nada em troca). Não apenas absorvi conhecimento como eu também ajudei a produzi-lo e a disseminá-lo, afinal esse é o propósito de uma Universidade. O meu verdadeiro envolvimento com o curso foi e ainda é feito fora das salas de aula, assim como foi e é o envolvimento de todos os estudantes universitários.

Mas o ENADE leva tudo isso em consideração? Não. Insitem em usar o quantitativo pra determinar o qualitativo (e vocês bem sabem o paradoxo que isso representa).

A qualidade de um estudante, e mesmo de um curso como um todo não podem ser medidos pela pontuação de um vestibulinho dominical. Hoje eu sou o que sou e faço o que faço por causa da UFC, por causa do CEFET (agora IFET) e por causa de todo mundo com quem eu convivi nesse tempo (família, professores, amigos de dentro e de fora da universidade). Esse blog é um resultado disso, bem como minha experiência profissional, minha vida social ou meu modo de me relacionar com tudo e com todos.

E não é uma provinha ridícula como aquela que vai desmentir tudo isso que eu falei acima.

E digo mais: se me perguntassem qual a nota que eu dou pro meu curso, sabe qual seria a minha resposta?

IT’S OVER NINE THOUSAAAAAND!!!
Maldito curso, mal consigo ver seus movimentos! Que conceito poderoso!

Ou coisa que o valha. Até as vistas!

P.s.1: Esse p.s. é só pra dizer que hoje não tem p.s. Grato pela compreensão.
P.s.2: UPDATE – Eu ia publicando o post quando vi isso, via @Weltonluis. Não pude deixar de mostrar-lhes isso.

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Enquanto isso, no Dragão do Mar…

novembro 2nd, 2009 by Rafael Salvador | 7 Comments | Filed in Tiras

Pra quem não conhece, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é um espaço onde a vida cultural fortalezense bomba: museu, biblioteca, anfiteatro, bares, boates, casas de show, etecétera. E, pra quem não andou vendo TV esses dias não está sabendo do que aconteceu. Uma matéria do Jornal da Globo mostrou menores de idade consumindo bebidas alcoólicas a céu aberto, <sarcasmo>coisa que só acontece aqui, em Fortaleza</sarcasmo>, compradas de vendedores clandestinos, além do som alto vindo das mais diversas fontes. É a velha Lei de Murphy aplicada à Antropologia: sempre haverá alguém pra estragar tudo. E agora é das três, uma: 1) levar uma mochila com mantimentos (não?), 2) comprar comida nos bares do lugar (que demora pra ficar pronta, além de ser cara), ou 3) Segurar a fome (ou larica, vai saber…). Ainda há a quarta alternativa, mas sinceramente eu não quero 4) deixar de frequentar o Dragão.

Os vendedores informais do Dragão do Mar sempre representaram um alívio pra quem vira a noite por lá. Sempre que batia aquela fome era só ir ao vendedor mais próximo e comprar um cachorro-quente ou hambúrguer num precinho bem amigável. Mas basta a imprensa fazer o seu shownalismo pra que as “autoridades competentes” façam seu trabalho do jeito mais rápido (e fácil). Acabou que, ao invés de fiscalizar e investigar adequadamente, ou mesmo de enfim cadastrar os vendedores responsáveis (que sempre estiveram dispostos para isso), melhor proibir, fechar ou embargar logo todo mundo. Nem o palco sob a passarela e o Café Teatro das Marias foram poupados. Clap clap clap.

O Brasil, como vocês bem sabem, é um país onde as coisas só acontecem quando a merda acerta o ventilador. E a sujeira muitas vezes é lavada com ainda mais merda. Tipo o Dragão do Mar, o mais novo centro (des)cultural de uma Fortaleza já sem muitas opções de entretenimento de qualidade.

Será que a partir de agora todos os shows no Dragão serão unplugged, cantados em libras, e aplaudidos com estalos de dedos?

Até as vistas.

P.s.: Não se preocupem, uma hora esquecem dessa matéria e os vendedores voltam na alta estação. É o Brasil, afinal.

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  • O dono desta bodega

    Baiano de Paulo Afonso radicado no Ceará, Rafael Salvador é estudante de Publicidade e Propaganda na UFC e Artes Visuais no IFET-CE. Monitor da Oficina de Quadrinhos da UFC, produz tiras aos trancos e barrancos desde 2006. Neste sítio da web ele publica os rebentos de sua criatividade com o intuito de divulgar seu trabalho, ou simplesmente dar vazão a sua imaginação hiperativa.